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Na crise, WeWork devolveu área equivalente atrês campos de futebol em São Paulo

março, 2025

A WeWork reduziu seu espaço em São Paulo em 24,5 mil metros quadrados no ano passado, o equivalente a três campos de futebol, segundo levantamento da consultoria Newmark.

O movimento do maior grupo de coworkings do mundo — cuja operação brasileira enfrentou uma crise em 2024, com calotes e devoluções de lajes corporativas — provocou uma retração de 4% no espaço ocupado pelo segmento em São Paulo no ano.

“Parte das devoluções foi compensada pelo aumento dos coworkings existentes, como Spaces, Vip Office, C.O.W. e outros, e pelo aumento da variedade de novas operações espalhadas por várias regiões da cidade”, afirmou a Newmark no levantamento.

Como revelou a coluna Capital em janeiro, após esse período turbulento, o SoftBank deixou o capital da WeWork no Brasil. Desde então, a marca passou a ser totalmente detida pela WeWork internacional, que saiu do Chapter 11 (espécie de recuperação judicial nos EUA) em meados do ano passado.

Apesar do encolhimento, a WeWork ainda detém metade (49,5%) do espaço dedicado a coworking na cidade, que soma 249 mil metros quadrados (sua participação era de 57% no fim de 2023). Após a WeWork, os maiores operadores desse mercado são Regus (13,1% do espaço), Cubo Itaú (7,4%), Space Works (5,2%) e Vip Office (5,1%).

A região da Avenida Paulista continua sendo, de longe, a principal zona de coworkings na cidade, com 65 mil metros quadrados e presença em 23 edifícios. Em segundo lugar está a Vila Olímpia, com 36 mil metros quadrados e 13 edifícios. A Faria Lima, cujos preços são os mais elevados de São Paulo, ocupa apenas a terceira colocação, com 22 mil metros quadrados e sete prédios com coworkings.