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setembro, 2025
No primeiro semestre deste ano, a taxa média de vacância nos principais mercados de galpões da América Latina despencou. Naturalmente, isso impulsionou o preço de locação.
Segundo dados compilados pela Cushman & Wakefield, a vacância no período foi de 5,83%, uma queda de 13% na comparação anual. Nessa mesma base, o estoque total cresceu 4,28% na região, alcançando 45,8 milhões de metros quadrados.
A Cidade do México lidera quando o assunto é concorrência pelos galpões. Com uma vacância de 1,60%, a capital mexicana possui apenas 305 mil metros quadrados vagos, a um preço de US$ 11,05 por metro quadrado, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2024.
“Na cidade, a alta demanda, aliada à escassez de terrenos adequados para novos desenvolvimentos e à vacância em mínimos históricos, limita a oferta e contribui para pressionar e manter os preços em níveis elevados”, afirma Dennys Andrade, líder de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield no Brasil.
Apesar de um mercado pujante, a capital paulista não aparece nem na quinta posição quando o assunto é preço de locação de galpões industriais. Buenos Aires surge em terceiro lugar, com preço de US$ 7,43, vacância de 5% e área vaga de 326,7 mil metros quadrados.
Bogotá está na quarta posição, com taxa de vacância de apenas 1,90%, área vaga de 43 mil metros quadrados e preço de US$ 6,94 por metro quadrado. “Ambas as capitais [da Argentina e da Colômbia] possuem demanda para operações logísticas de alto padrão e last mile, porém os custos de operação são mais altos, fazendo com que os encargos de construção, impostos e logística urbana reflitam diretamente nos preços de locação”, explica o especialista.
Já Lima aparece em quinto lugar, com preço de locação de US$ 6 por metro quadrado, vacância de 7% e área vaga de 201 mil metros quadrados, ainda acima de São Paulo.
Em São Paulo, principal mercado do Brasil, a vacância registrada no primeiro semestre foi de 8,9%, baseada em uma área vaga de 1,3 milhão de metros quadrados. O preço médio, porém, foi bem menor em relação ao top 5 da América Latina, de US$ 5,21 por metro quadrado, alta de 14% na comparação anual.
Isso não significa, no entanto, que o mercado brasileiro esteja desaquecido. “Os preços em São Paulo estão em trajetória contínua de valorização, impulsionados por entregas de alto padrão e pelo ajuste de preços por proprietários em regiões mais demandadas”, afirma Andrade.
Em julho, a Newmark divulgou que 650 mil metros quadrados de novos estoques foram entregues no segundo trimestre em São Paulo. Para o restante do ano, a consultoria projeta outros 908 mil metros quadrados aproximadamente.
A absorção líquida — saldo entre áreas alugadas e áreas devolvidas — saltou de 88 mil metros quadrados, no primeiro trimestre de 2025, para 501 mil metros quadrados no segundo trimestre.
A cotação do metro quadrado se manteve em alta na comparação com os trimestres anteriores. Mesmo com o aumento do volume de novos estoques, a taxa de vacância nas regiões mais demandadas permaneceu em torno de 8%, que, embora maior que em outras capitais latino-americanas, ainda não é considerada alta.
“Taxas abaixo de 10% apresentam uma falta de equilíbrio de mercado. Quando essa vacância está abaixo desse nível, vemos uma descompensação. Nesse caso, a negociação fica muito mais forte do lado do proprietário por conta da demanda muito alta”, explica Mariana Hanania, líder de pesquisa e inteligência de mercado da Newmark.
| Posição | Cidade | Preço pedido de locação (USD/m2/mês) |
| 1 | Cidade do México | 11,05 |
| 2 | Buenos Aires | 7,43 |
| 3 | Santiago | 6,97 |
| 4 | Bogotá | 6,94 |
| 5 | Lima | 6,00 |
| 6 | São Paulo | 5,21 |
| 7 | Rio de Janeiro | 4,09 |